Parece que deixamos para trás a era de aquário e alcançamos a era do legado. É um tal de legado pra lá, legado pra cá. Qual foi o legado do Pan? Qual o legado da Copa? E há os que, num exercício de futurologia, tentam adivinhar o legado da Olimpíada do Rio.
Também eu, pensei em escrever sobre legado; mas só para não ficar fora de moda. Acionei o Jararaca e o Ratinho. Meus dois neurônios mais experientes aconselharam-me a escrever sobre o legado de Neymar para o Santos Futebol Clube, muito fácil de ser comprovado: um Campeonato Paulista, uma Copa do Brasil, uma Taça Libertadores e um clube na bancarrota.
Sempre achei um erro que o Peixe permanecesse com o Neymar, pagando-lhe algo impensável até para times economicamente mais fortes. Os ganhos astronômicos de Neymar criariam focos de insatisfação dentro do elenco do Peixe. Cada atleta que fazia parte do grupo achava-se no direito de (desculpem) "puxar a brasa para sua sardinha". Assim, um jogador não decisivo, um coadjuvante tipo Arouca, passaria a ganhar mais de meio milhão de reais por mês. O treinador, que nunca houvera feito curso de técnico ou de preparador físico, exigia e recebia o salário de 730 mil mensais.
E foi preciso vender os jogadores de empresários, tipo Danilo e Alex Sandro, para abocanhar um pequeno percentual. E foi preciso vender barato jovens promissores, tipo Rafael, Alan Patrick e Felipe Ânderson, não para investir em novas promessas, mas para pagar dívidas acumuladas.
Se, no campo econômico, a passagem de Neymar pelo Santos foi verdadeira tragédia, os resultados do campo de jogo serviram para camuflar a situação e autorizaram os dirigentes a cometer novas bobagens. Embora tivessem em mãos um contrato de cinco anos com o Neymar, os mandatários da Vila Belmiro foram oferecendo cada vez mais dinheiro e cada vez mais vantagens, para garantir a permanência do jogador. Chegou um momento em que Neymar recebia mais de três milhões de salário por mês; apesar disso, seu pai e empresário arrancou da direção do Santos a redução do tempo de vínculo contratual do atleta e o direito de negociá-lo com quem bem entendesse.
E o Neymar foi um bom garoto-propaganda para o Santos, como pretendiam os dirigentes santistas?
Não. Neymar nunca representou o Santos, representava a si próprio. Neymar foi criado, treinado e ensaiado para representar Neymar e mais ninguém. No clube sem direção e sem diretriz do Santos, o jogador fazia o que queria. Usava cabeleiras que iam do modelo rabo de esquilo ao modelo clina de pônei, botava máscara de Neymar com o jogo em andamento, inventava ridículas dancinhas, proferia impropérios ao treinador, em rede nacional. Tudo que fazia tinha o objetivo de auto-promoção. Neymar usou o Santos para mostrar a si mesmo e para marcar território. Metaforicamente falando, mijou na Vila Belmiro, como cachorro mija nos postes e troncos de árvores.
E o legado de aumento de torcida, com que sonhavam os dirigentes?
Bobagem. Os torcedores que se achegaram ao Santos na era Neymar - basicamente crianças, sem personalidade formada e sem poder de consumo - desapareceram após a sua ida para o Barcelona. É provável que sejam, hoje, torcedores do Barça. Há estudos estatísticos que comprovam que, apesar do clube ter entrado numa condição de quase-falência para manter o Neymar, o percentual de torcedores do Santos decresceu:
Ano Percentual Observação
2009 3,0 % Antes do Neymar
2012 3,6 % Com o Neymar
2014 2,4 % Depois do Neymar.
CQD (Como Queríamos Demonstrar).
E foi preciso vender os jogadores de empresários, tipo Danilo e Alex Sandro, para abocanhar um pequeno percentual. E foi preciso vender barato jovens promissores, tipo Rafael, Alan Patrick e Felipe Ânderson, não para investir em novas promessas, mas para pagar dívidas acumuladas.
Se, no campo econômico, a passagem de Neymar pelo Santos foi verdadeira tragédia, os resultados do campo de jogo serviram para camuflar a situação e autorizaram os dirigentes a cometer novas bobagens. Embora tivessem em mãos um contrato de cinco anos com o Neymar, os mandatários da Vila Belmiro foram oferecendo cada vez mais dinheiro e cada vez mais vantagens, para garantir a permanência do jogador. Chegou um momento em que Neymar recebia mais de três milhões de salário por mês; apesar disso, seu pai e empresário arrancou da direção do Santos a redução do tempo de vínculo contratual do atleta e o direito de negociá-lo com quem bem entendesse.
E o Neymar foi um bom garoto-propaganda para o Santos, como pretendiam os dirigentes santistas?
Não. Neymar nunca representou o Santos, representava a si próprio. Neymar foi criado, treinado e ensaiado para representar Neymar e mais ninguém. No clube sem direção e sem diretriz do Santos, o jogador fazia o que queria. Usava cabeleiras que iam do modelo rabo de esquilo ao modelo clina de pônei, botava máscara de Neymar com o jogo em andamento, inventava ridículas dancinhas, proferia impropérios ao treinador, em rede nacional. Tudo que fazia tinha o objetivo de auto-promoção. Neymar usou o Santos para mostrar a si mesmo e para marcar território. Metaforicamente falando, mijou na Vila Belmiro, como cachorro mija nos postes e troncos de árvores.
E o legado de aumento de torcida, com que sonhavam os dirigentes?
Bobagem. Os torcedores que se achegaram ao Santos na era Neymar - basicamente crianças, sem personalidade formada e sem poder de consumo - desapareceram após a sua ida para o Barcelona. É provável que sejam, hoje, torcedores do Barça. Há estudos estatísticos que comprovam que, apesar do clube ter entrado numa condição de quase-falência para manter o Neymar, o percentual de torcedores do Santos decresceu:
Ano Percentual Observação
2009 3,0 % Antes do Neymar
2012 3,6 % Com o Neymar
2014 2,4 % Depois do Neymar.
CQD (Como Queríamos Demonstrar).
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