(OBRA DE FICÇÃO BASEADA EM REALIDADE INCOMPREENSÍVEL)
E naquele tempo, como a vaca caminhasse para o brejo, o cidadão iraniano da MSI provavelmente tenha convocado um grupo de brasileiros com doutos saberes em sacanagem, como esses que criam novos impostos inconstitucionais e bolam os esquemas de propinas. O objetivo do grupo de estudo seria: encontrar um meio de dar novamente ao Corinthians chances de ser campeão de uma disputa, cujo título já pertencia, virtualmente, ao Internacional.
A ideia de melar o campeonato e começar tudo de novo foi abandonada, porque o ano estava acabando e não haveria tantas datas disponíveis; mas era possível anular apenas algumas partidas, escolhidas a dedo. Usariam o próprio regulamento da CBF para viabilizar a mutreta, alegando que houvera manipulação de resultados em jogos em que o Corinthians perdeu pontos..
O passo seguinte seria identificar um árbitro com problemas éticos e financeiros, disposto a aceitar uma boa grana, para assumir um crime que não cometera. Um investigador e uma pseudo-investigação de loterias clandestinas, das quais ninguém nunca ouvira falar, montaria o restante do cenário.
Edílson Pereira de Carvalho, o árbitro escolhido para o serviço sujo, faria a confissão pública de que manipulara resultados da partida em que o Santos venceu o Corinthians por 4 a 2 e da partida em que o São Paulo venceu o Corinthians por 3 a 2; mas por ser atrapalhado genético, ou por não ter decorado direito o script, declarou aos repórteres que "tinha sido contratado para ajudar o Corinthians a vencer, mas que não conseguiu".
Ora, em qualquer tribunal do mundo, o árbitro Adilson Carvalho seria considerado testemunha não confiável. Um enganador, um falsário, um grande mentiroso e caberia a pergunta:
Se ele confessa ter agido desonestamente antes, quem garante que age honestamente, agora, quando afirma ter cometido o "crime"?
Se ele confessa ter agido desonestamente antes, quem garante que age honestamente, agora, quando afirma ter cometido o "crime"?
Mas, este raciocínio parecia não interessar a ninguém.
O regulamento da competição deixava claro que apenas dizer que houve manipulação não bastava, para que um jogo fosse anulado e remarcado a interferência tinha que ser, de fato, comprovada.
A CBF convocou, então, um grupo de notáveis para buscar no vídeo-tape indícios de que o "juiz ladrão" manipulara o resultado dos jogos. Mas, que indícios de manipulação estariam procurando, se Edílson afirmou, claramente, que tentou ajudar o Corinthians a vencer; mas não conseguiu?
Aliás, manipulação de resultado seria basear-se nas declarações de alguém sem credibilidade para anular, especificamente, jogos em que o Corinthians não fez nenhum ponto.
Aliás, manipulação de resultado seria basear-se nas declarações de alguém sem credibilidade para anular, especificamente, jogos em que o Corinthians não fez nenhum ponto.
O conflito de interesses era evidente. Por outro lado, é possível interpretar que, neste caso, os interesses não eram conflitantes; eram convergentes. Todos ganhariam com a remarcação dos clássicos paulistas. O Corinthians teria chance de recuperar os pontos perdidos; a MSI continuaria usado a vitrine do parceiro, para expor seus atletas, agora em jogos valendo título; A Globo seria beneficiária da promoção pague dois jogos e leve quatro; Arnaldo ganharia em dobro: como comentarista dos jogos remarcados e como proprietário da TV Rio Sul, afiliada da Globo.
Os jogos foram anulados e o Corinthians que, repito, havia feito zero ponto nas duas partidas, jogaria contra adversários já de férias e sem nenhum objetivo ou motivação. E teve alguém que movesse uma palha para tentar enxergar sinais de maracutaia? Ninguém, meu camarada. Para o azar do Inter de Porto Alegre, em 2005 até o presidente do Brasil era corintiano.
Para finalizar a história, o Corinthians amealhou mais quatro pontos na tabela de classificação, ultrapassou o Internacional e lhe tomou o título do Campeonato Brasileiro de 2005.
Para finalizar a história, o Corinthians amealhou mais quatro pontos na tabela de classificação, ultrapassou o Internacional e lhe tomou o título do Campeonato Brasileiro de 2005.
Tempos depois viria à tona que a MSI, parceira que emprestava jogadores ao Corinthians, pertencia a um dos chefões da máfia russa. Mas isto não quer dizer nada. Ou quer?...
Nenhum comentário:
Postar um comentário