sábado, 5 de setembro de 2015

2005 - A FARSA DO JUIZ LADRÃO Parte 1


(OBRA DE FICÇÃO, BASEADA EM REALIDADE INCOMPREENSÍVEL).



Era tempo de negrume e tenebrosidade pelos lados do Parque São Jorge.  Abruptamente, não mais que abruptamente, um moço com cara de oriental bate à porta, trazendo a mala a tiracolo.
- Vocês sabem o que é dólar?  Esta mala está cheia de dólar, disse. E continuou falando: - Trago dólar a dar com pau e uma proposta. Quero usar o Corinthians como vitrine para os craques argentinos que vou adquirir.  Os caras vão ficar aqui uma, duas temporadas, depois vendo, pego o meu de volta e deixo um troco aí pro Corinthians.  Vocês não tem nada a perder, já que estão atolados na merda até o pescoço.  Só não admito que alguém venha me perguntar sobre origem do dinheiro.

A esmola era tão grande que até São Jorge ficou com a pulga atrás da orelha.  Assim como o santo, o desconfiado presidente do Corinthians decidiu que não entraria sozinho naquela barca e convocou o Concelho Deliberativo do clube.
Agindo nos moldes dos velhos ministros dos tempos da ditadura, os concelheiros do Corinthians não demoraram a mandar suas consciências às favas.
- Que venha a grana sem origem! E pode vir suja, que a gente lava! E caíram na gargalhada, com seus gracejos infelizes.

Começaram a chegar grandes jogadores como Carlos Teves e Javier Mascherano e o Corinthians montou um elenco para vencer o Campeonato Brasileiro de 2005.
Infelizmente para o iraniano com cara de esquimó e nome de montadora coreana (KIA), o Brasileirão é um dos campeonatos mais difíceis do mundo, repleto de bons times, árbitros trapalhões e campos esburacados, onde ter o melhor time não é garantia de sucesso.
E, no apagar das luzes da competição, estava evidente que era o Internacional de Porto Alegre - e não o Corinthians - o clube que tinha as maiores chances do levantar o troféu.

Pera, aí!  Quem disse que a coisa acaba assim?  Aqui é Brasil, caralho! O país das tramas e das tramoias.  Então, aguardem a segunda parte desta história.


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