(OBRA DE FICÇÃO, BASEADA EM REALIDADE INCOMPREENSÍVEL).
Era tempo de negrume e tenebrosidade pelos lados do Parque São Jorge. Abruptamente, não mais que abruptamente, um moço com cara de oriental bate à porta, trazendo a mala a tiracolo.
- Vocês sabem o que é dólar? Esta mala está cheia de dólar, disse. E continuou falando: - Trago dólar a dar com pau e uma proposta. Quero usar o Corinthians como vitrine para os craques argentinos que vou adquirir. Os caras vão ficar aqui uma, duas temporadas, depois vendo, pego o meu de volta e deixo um troco aí pro Corinthians. Vocês não tem nada a perder, já que estão atolados na merda até o pescoço. Só não admito que alguém venha me perguntar sobre origem do dinheiro.
A esmola era tão grande que até São Jorge ficou com a pulga atrás da orelha. Assim como o santo, o desconfiado presidente do Corinthians decidiu que não entraria sozinho naquela barca e convocou o Concelho Deliberativo do clube.
Agindo nos moldes dos velhos ministros dos tempos da ditadura, os concelheiros do Corinthians não demoraram a mandar suas consciências às favas.
- Que venha a grana sem origem! E pode vir suja, que a gente lava! E caíram na gargalhada, com seus gracejos infelizes.
Começaram a chegar grandes jogadores como Carlos Teves e Javier Mascherano e o Corinthians montou um elenco para vencer o Campeonato Brasileiro de 2005.
Infelizmente para o iraniano com cara de esquimó e nome de montadora coreana (KIA), o Brasileirão é um dos campeonatos mais difíceis do mundo, repleto de bons times, árbitros trapalhões e campos esburacados, onde ter o melhor time não é garantia de sucesso.
E, no apagar das luzes da competição, estava evidente que era o Internacional de Porto Alegre - e não o Corinthians - o clube que tinha as maiores chances do levantar o troféu.
Pera, aí! Quem disse que a coisa acaba assim? Aqui é Brasil, caralho! O país das tramas e das tramoias. Então, aguardem a segunda parte desta história.
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