sexta-feira, 4 de setembro de 2015

CORINTHIANS E O COMPLÔ ACIDENTAL



Houve um complô da arbitragem para favorecer o Corinthians no Campeonato Brasileiro de 2015?


OS INDÍCIOS.


Quem se propõe a catar, por debaixo da mesa, migalhas de indícios de favorecimento ao clube de Itaquera, com certeza encherá uma bacia.  Entretanto não vejo os lances marcados a favor dos paulistas (ainda que inexistentes) e não vejo os que não foram marcados a favor dos adversários (ainda que inquestionáveis) como sinais de maracutaia ou de atividade mafiosa; vejo-os como frutos bichados de falhas de caráter e instinto de sobrevivência inerentes aos seres humanos.


HOMEM, UM ANIMAL INSTINTIVO.

É próprio do ser humano observar, aprender, incorporar o que foi aprendido ao seu comportamento e, quando os conhecimentos estão relacionados à sobrevivência, usá-los instintivamente, sem análises complexas ou raciocínios elaborados.  Por isso é tão importante que a fonte onde absorvemos o conhecimento seja realmente confiável e sadia, em todos os sentidos.
Para o árbitro de futebol aprender significa estar atento às dicas e ao comportamento de árbitros veteranos, considerados bem-sucedidos.

OS ENSINAMENTOS DOS ÁRBITROS VETERANOS.

Primeira Lição: Evitar Conflitos.

Arnaldo César Coelho, árbitro de final de Copa do Mundo - e um dos ícones da arbitragem no Brasil - não cansa de passar a mensagem de que o árbitro deve evitar conflito.  Como sabe que a falha que compromete todo o trabalho do apitador, pode ocorrer a qualquer momento, recomenda aos seguidores que não acrescentem à partida todo o tempo que não foi jogado - e justifica sua orientação com a pergunta: "Você já viu algum árbitro se consagrar nos acréscimos?".  Outra frase de auto-preservação repetida pelo Arnaldo (embora não seja de sua autoria): "Pênalti é aquela inflação que até o vendedor de pipoca, fora do estádio, apitaria".

Segunda Lição: Privilegie o Time da Casa.

O árbitro veterano, que atua hoje como crítico de arbitragem na Rede Globo, Márcio Resende de Freitas, deixou como legado a esdrúxula expulsão do jogador Tinga num jogo Corinthians x Internacional.  Como o jogo aconteceu em São Paulo, era mais cômodo expulsar o jogador do Inter, acusando-o de simular falta, do que bater no peito e marcar a penalidade, real e claramente vista, contra o Corinthians, diante da Gaviões da Fiel.

Outro exemplo de que o árbitro deve, preferencialmente, agradar os donos da casa aparece na arbitragem de Paulo César Oliveira, que por aplicar o que entendia ser a lei do jogo contra o Vasco da Gama, em São Januário, foi admoestado por Armando Marques, então chefe da comissão de arbitragem. - "Paulo César está com diarreia cerebral", disse Armando.

ATO REFLEXO.

Os exemplos acima autorizam a afirmar que o comportamento do árbitro obedece a uma regra básica: Não criar para si próprio situações desagradáveis ou que possam gerar represálias, para seus familiares e para o seu bolso. O árbitro deve ter a preocupação de não desagradar o time da casa  e, à medida do possível, beneficiar o clube mais poderoso politica e economicamente ou de maior torcida, afinal, futebol é um esporte caríssimo.
Quando joga em Itaquera, o Corinthians reúne todos os predicados que influenciam o árbitro a apitar em sintonia com o desejo do clube. Não há, portanto, ação dolosa; o que há é predisposição do inconsciente do apitador para favorecer o Corinthians. Os árbitros apitam sempre em benefício do "bando de loucos", instintivamente e, se não o fizer, será um louco sozinho a desafiar o bando.

É o comportamento condicionado, a que se referia Papilov, quando fazia cachorro babar, ao toque do sino.






Nenhum comentário:

Postar um comentário