domingo, 6 de setembro de 2015
SANTOS, DO PESADELO AO DELÍRIO
1 - NO SANTOS SÓ OS ROMAS SÃO ETERNOS.
Por mais simpatia que você possa ter pelo glorioso clube da Vila Belmiro, não dá para ignorar que o Santos entrou numa vigorosa espiral descendente, rumo ao buraco negro.
Segundo as últimas estatísticas, há no país cerca de cinco milhões de torcedores do Santos, menos que alguns clubes de relevância predominantemente regional, como Atlético-MG e Grêmio. E a torcida diminui, ano após ano. A maior parte dos torcedores do Peixe é de remanescentes da época em que o time representava e orgulhava os brasileiros nas competições internacionais. Mas, pessoas não são eternas.
O hino oficial do Santos, criado em 1957 por Carlos Henrique Roma, tem dois versos bastante significativos: "Nascer, viver e no Santos morrer / É um orgulho que nem todos podem ter". Já naquela época o autor do hino alertava que a torcida do Santos era restrita e que o torcedor santista morria. E cadê a geração de novos santistas para substituir os que se vão?
2 - ENXERGANDO O PRÓPRIO UMBIGO.
Sempre que visito o site de algum torcedor santista, leio lamúrias e xingamentos contra a Rede Globo. Tem até gente propondo boicote à emissora. Amigo, se tem duas coisas que aprendi nesta minha estada na terra, é que país nenhum boicota os Estados Unidos e telespectador nenhum boicota a Globo. Se você não assiste ao programa do Faustão, vai assistir a que? Ao Gugu, à Eliana. Fala sério!
O Santos tem é que olhar no seu entorno, entender sua pequena representatividade dentro do contexto atual e traçar plano de recuperação e desenvolvimento.
Tem que deixar de acreditar que a Rede Globo é ONG da Irmã Dulce, pronta para acudir católicos e protestantes, e enxergá-la como empresa com fins lucrativos. Tem que entender que a receita da Globo é oriunda das propagandas que põe no ar e que o valor das propagandas está diretamente relacionado à audiência do evento transmitido
Em circunstâncias normais, será sempre mais interessante ao departamento comercial da Globo exibir um jogo do Corinthians ou do Flamengo (clubes de grandes torcidas), do que exibir um jogo do Santos.
Em suma: A rede Globo não é nem pode ser vista como o diabo; a Globo é, simplesmente, empresa voltada para a obtenção de lucro - o que as vezes é muito pior do que o diabo.
3- A BUNDONA E OS PEITÕES DA MOÇA DO FUNK
Imagine que os 20 clubes que compõem a Série A do campeonato Brasileiro formem um todo e que o todo possa ser representado pela figura de uma gostosa dançarina de Funk. Imaginou? É exatamente assim que a Rede Globo vê os clubes do Brasil. O Corinthians é o bundão solto ao vento, o Flamengo é o par de peitos siliconados. Os demais clubes são canela, cotovelo, calcanhar. Estão ali para compor o todo; mas não são capazes de atrair olhares.
Agora, magine que a tal dançarina use aparelho nos dentes... Sabe o representaria o Santos nesta gostosa imaginária? O aparelho.
A Globo nunca vai botar no ar o aparelho de dentes da moça que tem peitos enormes e bunda avantajada.
4 - BRINCANDO DE ESCONDE-ESCONDE
Não interessa nem um pouco à Rede Globo passar jogos do Santos aos domingos, em rede nacional; mas interessa que jogos do Santos não sejam exibidos por emissoras concorrentes.
Os homens da Globo sabem que o Peixe tem o mando de campo sobre 19 dos 38 jogos que disputa no Brasileirão e que dez dos dezenove jogos sob seu domínio são contra times tradicionais (incluindo peitos e bunda da dançarina de Funk)
Os especialistas em negócios da Globo sabem, também, que os times de maiores torcidas são, exatamente os que apresentam maior percentual de rejeição. Têm absoluta certeza de que, se estiver passando jogo do Corinthians na Globo e jogo do Santos na emissora concorrente, os torcedores anti-Corinthians estarão todos assistindo ao jogo do Santos.
Para efeito de exemplo, imagine o jogo Santos x Grêmio na Rede Record, enquanto a Globo exibe um jogo do Flamengo. Qual partida você acredita que estará sendo vista pelos torcedores de Vasco, Fluminense, São Paulo? Acrescente ao bando de renegados seis porcento de audiência dos que torcem para Grêmio ou Santos, mais outros seis porcento de seguidores de Edir Macedo.
Os globais vão ficar babando de raiva, camarada.
É por isto que, quando se trata de disputa de audiência o pessoal da Globo joga sujo pra caramba. Se vê algum ídolo emergente em outra emissora, corre para contratar o cabra. Contrata e esconde, como aconteceu com Otaviano, Marcos Mion e tantos outros.
O Santos e os outros times de pequena torcida, são os "otavianos" do futebol, esquecidos nos porões da Globo. Foram contratados apenas para evitar que virassem atrações de sucesso nas emissoras concorrentes.
5 - CHAMANDO A GLOBO PRA PORRADA.
Há um corolário, muito usado pelos experts em neurolinguística: "Quem faz sempre a mesma coisa obtém, sempre, o mesmo resultado". O Santos até hoje fez sempre a mesma coisa: assumiu despesas maiores do que as receitas disponíveis, recorreu a antecipação dos direitos de televisionamento dos jogos, tomou empréstimo bancário dando como garantia pagamentos futuros a serem feitos pela Rede Globo. E foi com esse conjunto de ações alopradas que, ano após ano, viu a vaca caminhar para o atoleiro.
O Santos precisa, urgentemente, romper o contrato com a Rede Globo e buscar parceria com emissora de TV que se comprometa a transmitir os jogos do clube. Se tiver que ir pra justiça, que assim seja. Aciona a "poderosa" por abuso de poder econômico, pois compra o evento apenas para não permitir que os concorrentes comprem. Processa os caras por danos morais e materiais, porque a falta de exposição afugenta patrocínio e inviabiliza a atração de novos torcedores. Em último caso, alega que eles bateram na mãe do presidente do Santos com taco de beisebol. Eu sou testemunha.
6 - DELIRAR CUSTA POUCO.
Divorciado da Globo e senhor do próprio destino, o Santos poderá criar o canal por assinatura TV SANTÁSTICO e vender para torcedores de todo o Brasil. Se 3 milhões de santistas pagarem 10 reais por mês para saber das coisas do Santos, criar-se-á a renda de 30 milhões por mês, que livrará o Clube da miséria.
E tem mais, o pessoal da Globo é estritamente profissional. Emissoras da rede, como SporTV e os canais Premiere vão querer comprar jogos do Santos, se isto lhe parecer lucrativo. Então vendam para eles, sim. Para eles, para o Esporte Interativo, para o Fox, para a Band Sport, para quem aparecer com dinheiro.
Se tiver peito para roer o cabresto que a Globo impôs, o Santos não só poderá pastar livremente pelos campos do mundo, como (Quem sabe?) poderá até voar como um Pégasos. Sonhar não custa nada. Delirar custa muito pouco.
sábado, 5 de setembro de 2015
2005 - A FARSA DO JUIZ LADRÃO Parte 2
(OBRA DE FICÇÃO BASEADA EM REALIDADE INCOMPREENSÍVEL)
E naquele tempo, como a vaca caminhasse para o brejo, o cidadão iraniano da MSI provavelmente tenha convocado um grupo de brasileiros com doutos saberes em sacanagem, como esses que criam novos impostos inconstitucionais e bolam os esquemas de propinas. O objetivo do grupo de estudo seria: encontrar um meio de dar novamente ao Corinthians chances de ser campeão de uma disputa, cujo título já pertencia, virtualmente, ao Internacional.
A ideia de melar o campeonato e começar tudo de novo foi abandonada, porque o ano estava acabando e não haveria tantas datas disponíveis; mas era possível anular apenas algumas partidas, escolhidas a dedo. Usariam o próprio regulamento da CBF para viabilizar a mutreta, alegando que houvera manipulação de resultados em jogos em que o Corinthians perdeu pontos..
O passo seguinte seria identificar um árbitro com problemas éticos e financeiros, disposto a aceitar uma boa grana, para assumir um crime que não cometera. Um investigador e uma pseudo-investigação de loterias clandestinas, das quais ninguém nunca ouvira falar, montaria o restante do cenário.
Edílson Pereira de Carvalho, o árbitro escolhido para o serviço sujo, faria a confissão pública de que manipulara resultados da partida em que o Santos venceu o Corinthians por 4 a 2 e da partida em que o São Paulo venceu o Corinthians por 3 a 2; mas por ser atrapalhado genético, ou por não ter decorado direito o script, declarou aos repórteres que "tinha sido contratado para ajudar o Corinthians a vencer, mas que não conseguiu".
Ora, em qualquer tribunal do mundo, o árbitro Adilson Carvalho seria considerado testemunha não confiável. Um enganador, um falsário, um grande mentiroso e caberia a pergunta:
Se ele confessa ter agido desonestamente antes, quem garante que age honestamente, agora, quando afirma ter cometido o "crime"?
Se ele confessa ter agido desonestamente antes, quem garante que age honestamente, agora, quando afirma ter cometido o "crime"?
Mas, este raciocínio parecia não interessar a ninguém.
O regulamento da competição deixava claro que apenas dizer que houve manipulação não bastava, para que um jogo fosse anulado e remarcado a interferência tinha que ser, de fato, comprovada.
A CBF convocou, então, um grupo de notáveis para buscar no vídeo-tape indícios de que o "juiz ladrão" manipulara o resultado dos jogos. Mas, que indícios de manipulação estariam procurando, se Edílson afirmou, claramente, que tentou ajudar o Corinthians a vencer; mas não conseguiu?
Aliás, manipulação de resultado seria basear-se nas declarações de alguém sem credibilidade para anular, especificamente, jogos em que o Corinthians não fez nenhum ponto.
Aliás, manipulação de resultado seria basear-se nas declarações de alguém sem credibilidade para anular, especificamente, jogos em que o Corinthians não fez nenhum ponto.
O conflito de interesses era evidente. Por outro lado, é possível interpretar que, neste caso, os interesses não eram conflitantes; eram convergentes. Todos ganhariam com a remarcação dos clássicos paulistas. O Corinthians teria chance de recuperar os pontos perdidos; a MSI continuaria usado a vitrine do parceiro, para expor seus atletas, agora em jogos valendo título; A Globo seria beneficiária da promoção pague dois jogos e leve quatro; Arnaldo ganharia em dobro: como comentarista dos jogos remarcados e como proprietário da TV Rio Sul, afiliada da Globo.
Os jogos foram anulados e o Corinthians que, repito, havia feito zero ponto nas duas partidas, jogaria contra adversários já de férias e sem nenhum objetivo ou motivação. E teve alguém que movesse uma palha para tentar enxergar sinais de maracutaia? Ninguém, meu camarada. Para o azar do Inter de Porto Alegre, em 2005 até o presidente do Brasil era corintiano.
Para finalizar a história, o Corinthians amealhou mais quatro pontos na tabela de classificação, ultrapassou o Internacional e lhe tomou o título do Campeonato Brasileiro de 2005.
Para finalizar a história, o Corinthians amealhou mais quatro pontos na tabela de classificação, ultrapassou o Internacional e lhe tomou o título do Campeonato Brasileiro de 2005.
Tempos depois viria à tona que a MSI, parceira que emprestava jogadores ao Corinthians, pertencia a um dos chefões da máfia russa. Mas isto não quer dizer nada. Ou quer?...
2005 - A FARSA DO JUIZ LADRÃO Parte 1
(OBRA DE FICÇÃO, BASEADA EM REALIDADE INCOMPREENSÍVEL).
Era tempo de negrume e tenebrosidade pelos lados do Parque São Jorge. Abruptamente, não mais que abruptamente, um moço com cara de oriental bate à porta, trazendo a mala a tiracolo.
- Vocês sabem o que é dólar? Esta mala está cheia de dólar, disse. E continuou falando: - Trago dólar a dar com pau e uma proposta. Quero usar o Corinthians como vitrine para os craques argentinos que vou adquirir. Os caras vão ficar aqui uma, duas temporadas, depois vendo, pego o meu de volta e deixo um troco aí pro Corinthians. Vocês não tem nada a perder, já que estão atolados na merda até o pescoço. Só não admito que alguém venha me perguntar sobre origem do dinheiro.
A esmola era tão grande que até São Jorge ficou com a pulga atrás da orelha. Assim como o santo, o desconfiado presidente do Corinthians decidiu que não entraria sozinho naquela barca e convocou o Concelho Deliberativo do clube.
Agindo nos moldes dos velhos ministros dos tempos da ditadura, os concelheiros do Corinthians não demoraram a mandar suas consciências às favas.
- Que venha a grana sem origem! E pode vir suja, que a gente lava! E caíram na gargalhada, com seus gracejos infelizes.
Começaram a chegar grandes jogadores como Carlos Teves e Javier Mascherano e o Corinthians montou um elenco para vencer o Campeonato Brasileiro de 2005.
Infelizmente para o iraniano com cara de esquimó e nome de montadora coreana (KIA), o Brasileirão é um dos campeonatos mais difíceis do mundo, repleto de bons times, árbitros trapalhões e campos esburacados, onde ter o melhor time não é garantia de sucesso.
E, no apagar das luzes da competição, estava evidente que era o Internacional de Porto Alegre - e não o Corinthians - o clube que tinha as maiores chances do levantar o troféu.
Pera, aí! Quem disse que a coisa acaba assim? Aqui é Brasil, caralho! O país das tramas e das tramoias. Então, aguardem a segunda parte desta história.
O ENGANOSO LEGADO DO CRAQUE
Parece que deixamos para trás a era de aquário e alcançamos a era do legado. É um tal de legado pra lá, legado pra cá. Qual foi o legado do Pan? Qual o legado da Copa? E há os que, num exercício de futurologia, tentam adivinhar o legado da Olimpíada do Rio.
Também eu, pensei em escrever sobre legado; mas só para não ficar fora de moda. Acionei o Jararaca e o Ratinho. Meus dois neurônios mais experientes aconselharam-me a escrever sobre o legado de Neymar para o Santos Futebol Clube, muito fácil de ser comprovado: um Campeonato Paulista, uma Copa do Brasil, uma Taça Libertadores e um clube na bancarrota.
Sempre achei um erro que o Peixe permanecesse com o Neymar, pagando-lhe algo impensável até para times economicamente mais fortes. Os ganhos astronômicos de Neymar criariam focos de insatisfação dentro do elenco do Peixe. Cada atleta que fazia parte do grupo achava-se no direito de (desculpem) "puxar a brasa para sua sardinha". Assim, um jogador não decisivo, um coadjuvante tipo Arouca, passaria a ganhar mais de meio milhão de reais por mês. O treinador, que nunca houvera feito curso de técnico ou de preparador físico, exigia e recebia o salário de 730 mil mensais.
E foi preciso vender os jogadores de empresários, tipo Danilo e Alex Sandro, para abocanhar um pequeno percentual. E foi preciso vender barato jovens promissores, tipo Rafael, Alan Patrick e Felipe Ânderson, não para investir em novas promessas, mas para pagar dívidas acumuladas.
Se, no campo econômico, a passagem de Neymar pelo Santos foi verdadeira tragédia, os resultados do campo de jogo serviram para camuflar a situação e autorizaram os dirigentes a cometer novas bobagens. Embora tivessem em mãos um contrato de cinco anos com o Neymar, os mandatários da Vila Belmiro foram oferecendo cada vez mais dinheiro e cada vez mais vantagens, para garantir a permanência do jogador. Chegou um momento em que Neymar recebia mais de três milhões de salário por mês; apesar disso, seu pai e empresário arrancou da direção do Santos a redução do tempo de vínculo contratual do atleta e o direito de negociá-lo com quem bem entendesse.
E o Neymar foi um bom garoto-propaganda para o Santos, como pretendiam os dirigentes santistas?
Não. Neymar nunca representou o Santos, representava a si próprio. Neymar foi criado, treinado e ensaiado para representar Neymar e mais ninguém. No clube sem direção e sem diretriz do Santos, o jogador fazia o que queria. Usava cabeleiras que iam do modelo rabo de esquilo ao modelo clina de pônei, botava máscara de Neymar com o jogo em andamento, inventava ridículas dancinhas, proferia impropérios ao treinador, em rede nacional. Tudo que fazia tinha o objetivo de auto-promoção. Neymar usou o Santos para mostrar a si mesmo e para marcar território. Metaforicamente falando, mijou na Vila Belmiro, como cachorro mija nos postes e troncos de árvores.
E o legado de aumento de torcida, com que sonhavam os dirigentes?
Bobagem. Os torcedores que se achegaram ao Santos na era Neymar - basicamente crianças, sem personalidade formada e sem poder de consumo - desapareceram após a sua ida para o Barcelona. É provável que sejam, hoje, torcedores do Barça. Há estudos estatísticos que comprovam que, apesar do clube ter entrado numa condição de quase-falência para manter o Neymar, o percentual de torcedores do Santos decresceu:
Ano Percentual Observação
2009 3,0 % Antes do Neymar
2012 3,6 % Com o Neymar
2014 2,4 % Depois do Neymar.
CQD (Como Queríamos Demonstrar).
E foi preciso vender os jogadores de empresários, tipo Danilo e Alex Sandro, para abocanhar um pequeno percentual. E foi preciso vender barato jovens promissores, tipo Rafael, Alan Patrick e Felipe Ânderson, não para investir em novas promessas, mas para pagar dívidas acumuladas.
Se, no campo econômico, a passagem de Neymar pelo Santos foi verdadeira tragédia, os resultados do campo de jogo serviram para camuflar a situação e autorizaram os dirigentes a cometer novas bobagens. Embora tivessem em mãos um contrato de cinco anos com o Neymar, os mandatários da Vila Belmiro foram oferecendo cada vez mais dinheiro e cada vez mais vantagens, para garantir a permanência do jogador. Chegou um momento em que Neymar recebia mais de três milhões de salário por mês; apesar disso, seu pai e empresário arrancou da direção do Santos a redução do tempo de vínculo contratual do atleta e o direito de negociá-lo com quem bem entendesse.
E o Neymar foi um bom garoto-propaganda para o Santos, como pretendiam os dirigentes santistas?
Não. Neymar nunca representou o Santos, representava a si próprio. Neymar foi criado, treinado e ensaiado para representar Neymar e mais ninguém. No clube sem direção e sem diretriz do Santos, o jogador fazia o que queria. Usava cabeleiras que iam do modelo rabo de esquilo ao modelo clina de pônei, botava máscara de Neymar com o jogo em andamento, inventava ridículas dancinhas, proferia impropérios ao treinador, em rede nacional. Tudo que fazia tinha o objetivo de auto-promoção. Neymar usou o Santos para mostrar a si mesmo e para marcar território. Metaforicamente falando, mijou na Vila Belmiro, como cachorro mija nos postes e troncos de árvores.
E o legado de aumento de torcida, com que sonhavam os dirigentes?
Bobagem. Os torcedores que se achegaram ao Santos na era Neymar - basicamente crianças, sem personalidade formada e sem poder de consumo - desapareceram após a sua ida para o Barcelona. É provável que sejam, hoje, torcedores do Barça. Há estudos estatísticos que comprovam que, apesar do clube ter entrado numa condição de quase-falência para manter o Neymar, o percentual de torcedores do Santos decresceu:
Ano Percentual Observação
2009 3,0 % Antes do Neymar
2012 3,6 % Com o Neymar
2014 2,4 % Depois do Neymar.
CQD (Como Queríamos Demonstrar).
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
MORRE A BURRA PRA BEM DO URUBU
A PAULADA QUE MATOU A BURRA
Quando a Portuguesa de Desportos (a burrinha de São Paulo) resolveu escalar no jogo contra o Grêmio, no Brasileirão de 2013, o jogador Héverton, então sendo julgado no STJD, minha primeira reação foi perguntar, num misto de decepção e espanto, por que?
Com ou sem Héverton, a Portuguesa teria empatado com o Grêmio e, ainda que tivesse perdido o jogo, estaria com a vaga assegurada na Série A, totalmente livre do perigo de rebaixamento. Tinha três pontos a mais que o Fluminense - time virtualmente rebaixado.
Só depois tomei conhecimento de que o Flamengo (o urubu) - e não o Fluminense - seria o beneficiário direto do ato falho da Lusa. É que tanto os dirigentes como a comissão técnica do Flamengo ignoravam o regulamento das competições da CBF e, por isso, mandaram irregularmente para campo o lateral André Santos.
Com a iminente perda de pontos, os próprios advogados do Flamengo já admitiam, que não havia como livrar o clube da Gávea de ocupar o lugar do Fluminense na tabela do campeonato e, consequentemente, de ser rebaixado para a Série B.
Com a iminente perda de pontos, os próprios advogados do Flamengo já admitiam, que não havia como livrar o clube da Gávea de ocupar o lugar do Fluminense na tabela do campeonato e, consequentemente, de ser rebaixado para a Série B.
A partir daí meu desconfiômetro ficou ligado feito pisca-alerta. No campo, o rebaixado seria o Fluminense, 17° colocado na tabela de classificação. Nos tribunais, o Flamengo tomaria o lugar do Fluminense, isto se não houvesse o erro, incompreensível; mas conveniente e providencial da Portuguesa.
Havia porém um grande problema: para descer para a 17 ª posição e tomar o lugar do Flamengo na zona de rebaixamento a Lusa precisaria perder quatro pontos, um a mais do que os três pontos que a lei determina.
Havia porém um grande problema: para descer para a 17 ª posição e tomar o lugar do Flamengo na zona de rebaixamento a Lusa precisaria perder quatro pontos, um a mais do que os três pontos que a lei determina.
A PRESTIDIGITAÇÃO COMPLEMENTAR DO STJD.
O Artigo 214 que trata da escalação de jogadores irregulares diz: "Pena: perda do número máximo de pontos atribuídos a uma vitória, independentemente do resultado da partida".
Qual é o número máximo de pontos atribuídos a uma vitória? Três. Então, segundo a lei, a Lusa teria que ter perdido três pontos e não quatro, até porque reza o texto que a perda de três pontos acontece "independentemente do resultado da partida".
Foi aí que o STJD resolveu que o termo "independentemente" significava o mesmo que "correlacionado" e levou, no arrastão, também, o ponto que a Portuguesa havia conseguido no campo, ao empatar com o Grêmio.
E, como era para o bem de todos e felicidade geral da nação rubro-negra...
Qual é o número máximo de pontos atribuídos a uma vitória? Três. Então, segundo a lei, a Lusa teria que ter perdido três pontos e não quatro, até porque reza o texto que a perda de três pontos acontece "independentemente do resultado da partida".
Foi aí que o STJD resolveu que o termo "independentemente" significava o mesmo que "correlacionado" e levou, no arrastão, também, o ponto que a Portuguesa havia conseguido no campo, ao empatar com o Grêmio.
E, como era para o bem de todos e felicidade geral da nação rubro-negra...
O OBJETIVO DO LEGISLADOR É A JUSTIÇA.
Pode lhe parecer que estou fazendo um raciocínio falacioso, quando afirmo que o correto seria a Portuguesa perder três e não quatro pontos. Justificarei minha colocação.
Todos sabemos que a lei deve ser entendida ao pé da letra. Então, quando a lei diz que o clube perde os pontos equivalentes a uma vitória, é isto que deve ser lido e entendido, nada mais.
Sabemos, também, que o objetivo de todo legislador é que a pena imposta por lei seja justa e equitativa, Quem comete falha de maior gravidade sofre punição mais severa.
Vejamos o exemplo a seguir:
O jogo Siris x Caranguejos teve como resultado dois a zero para os Siris. Soube-se, posteriormente, que os dois os times haviam escalado jogadores irregulares e que, por isto, ambos seriam punidos com perda de pontos.
Como os dois clubes cometeram a mesma inflação, cada um perderá três pontos - como diz a lei - e a punição será equitativa e justa.
Se perdessem os pontos da pena (3 pontos) mais os pontos conseguidos no campo, o time derrotado (Caranguejos) perderia apenas três pontos, enquanto o time vencedor (Siris) perderia seis pontos.
Ora, se o time que vence o jogo perde mais pontos que o time derrotado, tendo ambos cometido a mesma inflação, a pena não é equitativa nem justa. É exatamente por isto, que o redator da lei evidenciou que a pena se aplica, independentemente do resultado da partida, ou seja: que os pontos que o time consegue no campo de jogo, não tem nenhuma relação com os pontos que o time perde nos tribunais.
Se perdessem os pontos da pena (3 pontos) mais os pontos conseguidos no campo, o time derrotado (Caranguejos) perderia apenas três pontos, enquanto o time vencedor (Siris) perderia seis pontos.
Ora, se o time que vence o jogo perde mais pontos que o time derrotado, tendo ambos cometido a mesma inflação, a pena não é equitativa nem justa. É exatamente por isto, que o redator da lei evidenciou que a pena se aplica, independentemente do resultado da partida, ou seja: que os pontos que o time consegue no campo de jogo, não tem nenhuma relação com os pontos que o time perde nos tribunais.
NOTA: A Portuguesa de Desportos, hoje na segunda divisão de São Paulo e na terceira divisão do Campeonato Brasileiro, não levou vantagem alguma com a escalação do Héverton; mas o procurador de São Paulo jura que alguém da Lusa levou.
CORINTHIANS E O COMPLÔ ACIDENTAL
Houve um complô da arbitragem para favorecer o Corinthians no Campeonato Brasileiro de 2015?
OS INDÍCIOS.
Quem se propõe a catar, por debaixo da mesa, migalhas de indícios de favorecimento ao clube de Itaquera, com certeza encherá uma bacia. Entretanto não vejo os lances marcados a favor dos paulistas (ainda que inexistentes) e não vejo os que não foram marcados a favor dos adversários (ainda que inquestionáveis) como sinais de maracutaia ou de atividade mafiosa; vejo-os como frutos bichados de falhas de caráter e instinto de sobrevivência inerentes aos seres humanos.
HOMEM, UM ANIMAL INSTINTIVO.
É próprio do ser humano observar, aprender, incorporar o que foi aprendido ao seu comportamento e, quando os conhecimentos estão relacionados à sobrevivência, usá-los instintivamente, sem análises complexas ou raciocínios elaborados. Por isso é tão importante que a fonte onde absorvemos o conhecimento seja realmente confiável e sadia, em todos os sentidos.
Para o árbitro de futebol aprender significa estar atento às dicas e ao comportamento de árbitros veteranos, considerados bem-sucedidos.
Para o árbitro de futebol aprender significa estar atento às dicas e ao comportamento de árbitros veteranos, considerados bem-sucedidos.
OS ENSINAMENTOS DOS ÁRBITROS VETERANOS.
Primeira Lição: Evitar Conflitos.
Arnaldo César Coelho, árbitro de final de Copa do Mundo - e um dos ícones da arbitragem no Brasil - não cansa de passar a mensagem de que o árbitro deve evitar conflito. Como sabe que a falha que compromete todo o trabalho do apitador, pode ocorrer a qualquer momento, recomenda aos seguidores que não acrescentem à partida todo o tempo que não foi jogado - e justifica sua orientação com a pergunta: "Você já viu algum árbitro se consagrar nos acréscimos?". Outra frase de auto-preservação repetida pelo Arnaldo (embora não seja de sua autoria): "Pênalti é aquela inflação que até o vendedor de pipoca, fora do estádio, apitaria".
Segunda Lição: Privilegie o Time da Casa.
O árbitro veterano, que atua hoje como crítico de arbitragem na Rede Globo, Márcio Resende de Freitas, deixou como legado a esdrúxula expulsão do jogador Tinga num jogo Corinthians x Internacional. Como o jogo aconteceu em São Paulo, era mais cômodo expulsar o jogador do Inter, acusando-o de simular falta, do que bater no peito e marcar a penalidade, real e claramente vista, contra o Corinthians, diante da Gaviões da Fiel.
Outro exemplo de que o árbitro deve, preferencialmente, agradar os donos da casa aparece na arbitragem de Paulo César Oliveira, que por aplicar o que entendia ser a lei do jogo contra o Vasco da Gama, em São Januário, foi admoestado por Armando Marques, então chefe da comissão de arbitragem. - "Paulo César está com diarreia cerebral", disse Armando.
ATO REFLEXO.
Os exemplos acima autorizam a afirmar que o comportamento do árbitro obedece a uma regra básica: Não criar para si próprio situações desagradáveis ou que possam gerar represálias, para seus familiares e para o seu bolso. O árbitro deve ter a preocupação de não desagradar o time da casa e, à medida do possível, beneficiar o clube mais poderoso politica e economicamente ou de maior torcida, afinal, futebol é um esporte caríssimo.
Quando joga em Itaquera, o Corinthians reúne todos os predicados que influenciam o árbitro a apitar em sintonia com o desejo do clube. Não há, portanto, ação dolosa; o que há é predisposição do inconsciente do apitador para favorecer o Corinthians. Os árbitros apitam sempre em benefício do "bando de loucos", instintivamente e, se não o fizer, será um louco sozinho a desafiar o bando.
É o comportamento condicionado, a que se referia Papilov, quando fazia cachorro babar, ao toque do sino.
Quando joga em Itaquera, o Corinthians reúne todos os predicados que influenciam o árbitro a apitar em sintonia com o desejo do clube. Não há, portanto, ação dolosa; o que há é predisposição do inconsciente do apitador para favorecer o Corinthians. Os árbitros apitam sempre em benefício do "bando de loucos", instintivamente e, se não o fizer, será um louco sozinho a desafiar o bando.
É o comportamento condicionado, a que se referia Papilov, quando fazia cachorro babar, ao toque do sino.
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