sexta-feira, 6 de maio de 2016

SÓ PARA PODER DIZER "TÁ VENDO, EU AVISEI!".


UM PROFETA MEIA-BOCA.

Todos os anos, quando o Brasileirão se aproximava do final, ouvia-se o grito dos torcedores pelos estádio:  "Entrega... Entrega..."  Fui aos blogs do Garamboni e do Noriega (à época aceitavam comentários de leitores) e cravei a solução. Botem os clássicos regionais no final do campeonato.  Assim, se um "inimigo" quiser rebaixar o outro, o fará dentro das regras do jogo e dos princípios éticos.  Alguém, leu, assumiu a autoria da ideia e o Campeonato Brasileiro foi disputado, durante certo tempo, decentemente, como se fosse campeonato de país da Europa.

Clubes grandes começaram a cair em profusão, às vezes, dois grandes no mesmo campeonato, então cantei novamente a pedra. "Os dirigentes não demoram a acabar com esta lisura, porque, no Brasil, toda ação que dificulta maracutaia tem prazo de validade curto".  
Assim, logo estavam Fluminense e Flamengo jogando as rodadas finais contra a Portuguesa e possibilitando, segundo o Promotor de Justiça de São Paulo, que o dirigente do time menor vendesse o rebaixamento de seu clube
E os gritos "Entrega... Entrega..." voltaram aos estádios.

FUTSAL X FUTEBOL.

Quando vi o Barcelona destroçar a retranca do Murici Ramalho e, consequentemente, o Santos Futebol Clube, a imagem que me veio à cabeça é que o Santos tinha tentado jogar futebol, enquanto o Barcelona jogou futsal no campo de futebol. A troca de passes, os deslocamentos, a pressão para retomada da bola, praticados pelos catalães, eram próprios de jogo de futsal e estranhas ao jogo de futebol.  Publiquei a observação em alguns sites da Globo e logo a internet repetia a minha frase com dezenas de "autores" diferentes, incluindo alguns profissionais de jornalismo.
Foi por isso que resolvi criar este blog.  Quem quiser continuar "roubando" minhas ideias poderá fazê-lo, mas ficará registrado quem é o verdadeiro "pai da criança".

ESSA BOLA FUI EU QUEM CHUTOU.

No dia 12 de fevereiro de 2016, o torcedor lamuriante do Santos - aquele que tem a maior bronca da Rede Globo - estava eufórico.  O Peixe havia roído o cabresto da platinada e assinado com o EI.  A atitude é, de fato, corajosa; mas, se não estiver acompanhada de um plano para controlar o fluir dos acontecimentos, poderá rolar do âmbito da audácia para o brejo da inconsequência.
Essa bola (o rompimento com a Globo) fui eu quem chutou; mas não chutei de bico, com olhos fechados, toquei com efeito, colocada no ângulo, onde a "coruja dormia", no tempo em que coruja dormia nos estádios.

A ideia completa, GERAR A IMAGEM E VENDER O PRODUTO PRONTO, para emissoras de TV abertas ou fechadas, como se faz na Fórmula-1, está registrada na minha "postagem" do dia 06 de setembro de 2015 e inclui a aquisição de câmaras de TV para geração de imagens e canal próprio de TV por assinatura. Afinal, não adianta roer o cabresto do opressor rico e entregar-se, voluntariamente, ao cabresto do opressor pobre?

É muito alto o investimento?  Não.  O que o Santos pagou por 50% do passe do zagueiro Luís Felipe daria para comprar 200 filmadoras profissionais de TV de boa marca.

A PROFECIA MAIS RECENTE.

Esta semana vi o Rosário Central da Argentina jogar.  Qualidade individual dos jogadores à parte, os argentinos fazem em campo exatamente o que fazem os times dirigidos por Pepe Guardiola: manutenção da posse de bola, deslocamentos constantes, compactação e pressão para a retomada rápida da bola perdida.  Algumas vezes há três, quatro, jogadores do Rosário, acossando um único adversário, até que a bola seja recuperada.  No Rosário Central, como no Barcelona e no Bayern de Munique quase todos os jogadores estão onde a bola está.

A briga incessante pela posse de bola aniquilará o artista e a arte do jogo de futebol.  Se algum dia tivermos um jogo entre Barcelona e Rosário Central, ou entre equipes que optaram por esta maneira esquisita de jogar, teremos algo parecido com futebol de cachorros de circo ou, se não tanto, com as partidas de rúgbi e futebol americano.  Como a tendência é que o mundo todo copie a "moderna" forma de atuar do Barcelona, a FIFA será obrigada a criar novas regras para proteger a beleza do jogo.  Diminuição do número de jogadores em campo e a marcação de falta, quando um jogador for atacado por mais de um adversário, estarão em pauta.




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