quinta-feira, 12 de maio de 2016

O TODO PODEROSO NO JOGO DE BOLA


DEUS NÃO APITA JOGO.

Num jogo de um time profissional da Série-A do Campeonato Brasileiro - com histórico de muitos títulos nacionais, continentais e mundiais - contra o time da Polícia Militar do Estado do Acre, quem você acha que Deus ajudaria?  O time amador do Acre, certo?
Se você se considera cristão, não pode ter dúvida quanto a isto. Jesus deixou claro nas bem-aventuranças, que Deus está sempre propenso a ajudar o menos favorecido, até porque, se Deus ajudasse clube grande a vencer clube pequeno, estaria plagiando o comportamento dos árbitros de futebol.

A verdade é que Deus não ajuda time nenhum.  O Onipotente tem mais o que fazer.  No universo há um incomensurável número de bolas, girando em equilíbrio.  São bolas de rochas, de gases, de fogo, de gelo, em uma infinita queda de braço entre duas forças tão magníficas quanto estranhas: a centrífuga e a gravidade.  Deus é o responsável pelo equilíbrio do universo.  E é um trabalho sem folga, posto que, não há domingo, feriado ou dia santo em que planetas, estrelas, constelações e galáxias parem de girar.  É difícil imaginar que Deus deixaria seus afazeres para assistir a uma partida específica de futebol e ajudar um time específico. de um jogador específico.

É por isso que considero um desrespeito quando vejo jogadores de polpudos salários ajoelharem-se e agradecerem aos céus pelos gols marcados, como se Deus não tivesse nada mais importante a fazer do que servir de guia para os pés tortos de boleiros medíocres.

JUSTIÇA É QUALIDADE DIVINA.

Tenho enorme dificuldade de entender como alguém em pleno gozo de suas faculdades mentais pode admitir que Deus interfere em resultado de jogo de futebol.  Se Deus ajudasse um time a vencer, estaria decretando a derrota, inapelável, do adversário.  Por mais que este se esforçasse, não haveria como reverter o desejo do Todo Poderoso. 
Ao interferir no placar do jogo em benefício do carola "apadrinhado", Deus prejudicaria o time adversário e estaria sendo parcial, faccioso e injusto - condições que não combinam com os atributos de Deus.

DO MEDO AO DESACATO

Você pode não concordar com o que digo; mas sua discordância não é fruto da razão, da conclusão lógica, do raciocínio elaborado, é consequência pura e simples do medo que tem de pensar.  Medo injustificável, diga-se de passagem.

Deus não botaria um cérebro na sua cabeça se não quisesse que você o usasse livremente.  Ter cérebro e negar-se a pensar é como ter pernas sadias e negar-se a andar ou ter olhos sadios e negar-se a enxergar. É inutilizar a ferramenta que Deus pôs à sua disposição, é desacatar o desejo do Criador.

O SURREALISMO ENTRA EM CAMPO

O medo de pensar leva situações surrealistas para dentro do campo de futebol.  Lembro de ter assistido a uma disputa de pênaltis em que ou o batedor, ou o goleiro, agradecia a Deus pelo gol, ou pela defesa, conforme a bola entrasse, ou não.  Se tando o jogador que se propõe a chutar, quanto o jogador que se propõe a defender solicitam ajuda divina, Deus ficaria numa sinuca de bico ou, ironicamente, entre a cruz e a espada.  Talvez neste caso o melhor seria voltar a Grécia antiga e acrescentar mais dois deuses ao Olimpo: o Deus do batedor de pênalti e o deus do goleiro e aí teríamos, uma disputa entre deuses, como ocorre, muitas vezes, na mitologia grega.

Creio que não é tão difícil concluir que, se o sucesso ou insucesso do batedor e do goleiro dependem da vontade de Deus, então a disputa que se vê no campo é uma farsa, um jogo de cartas marcadas com resultado pré-determinado, uma grande falcatrua com a participação da divindade.  E não há nada mais surreal do que um crente admitir que Deus participa de maracutaias.

A DIVINA "PEGADINHA" DA COPA DO MUNDO.

Na Copa do Mundo de 2014 o Seleção Brasileira era repleta de beatos, carolas e rezadores avulsos, todos agradecidos pela "divina ajuda" recebida, na disputa de penalidades contra o Chile.  O que eles não sabiam é que, pouco depois, sofreriam a mais horrenda derrota já imposta a uma Seleção Brasileira: sete a um para a Alemanha.  Imaginando que Deus realmente tivesse ajudado o Brasil a passar pelo Chile, teria o Senhor preparado uma enorme armadilha, uma "pegadinha" das mais humilhantes.  E não há nada nas escrituras que indique que Deus se presta a esse tipo de coisa.







Nenhum comentário:

Postar um comentário